segunda-feira, 8 de junho de 2015

A criança e o anjo!


O Eu Básico de um bebê se relaciona diretamente com seu Anjo. Como ainda não existe um ego formado
(ou um Eu Consciente que exercite o dom do livre arbítrio) e a Alma ainda não está totalmente encarnada 
nesse pequeno corpo em crescimento, o Anjo faz papel de protetor e mensageiro da Alma, durante o processo 
de desenvolvimento biológico da criança. O Anjo e o Eu Básico, nesse caso, existem em plena 
sintonia, enquanto a Alma aguarda, numa dimensão supraconsciente, o momento em que o corpo e o Eu 
Consciente estejam formados, para que ela possa se expressar de modo pleno e consciente no mundo material.
O corpo denso e material de um indivíduo nasce incompleto, mas potencialmente pronto;o corpo etérico ou energético,
com todas as suas intrincadas redes de canais e meridianos por onde flui a energia vital, fica pronto por volta dos sete
anos; do mesmo modo, mas com algumas variações entre os indivíduos, os outros corpos ou veículos de expressão da
Alma (o emocional e o mental) se completam aos 14 e 21 anos, respectivamente. Como há sempre um tempo de 
desenvolvimento para cada um dos corpos após o nascimento físico, diz se que somente por volta dos 28 anos de idade,
quando o corpo da Alma se completa, o indivíduo tem todos os seus veículos prontos para servir ao Espírito e ao que ele 
veio ser aqui na terra.
No primeiro período de nossa vida, o desenvolvimento de nosso corpo e de nossas funções biológicas prosseguem sem
muitos entraves, mesmo quando temos que passar pelas doenças mais comuns da humanidade (a menos que tenhamos
trazido algum padrão hereditário mais grave, desde o nascimento) É evidente o modo acelerado como, num prazo de 
apenas um ano, deixamos de ser recém nascido dependente e vulnerável e passamos a ser uma criança que anda e se 
comunica com o mundo. Até os 3 ou 4 anos de idade, a transformação e as aprendizagens são talvez as mais intensas que
temos a oportunidade de vivenciar. Aprendemos inicialmente a andar e a falar, aprendizagens que nos valerão pelo resto 
da vida, para depois aprender a ler e escrever. Do ponto de vista do nosso desenvolvimento biológico, vivemos uma 
aceleração intensa até por volta dos 14 anos, quando atingimos um ponto de transição importante. Em alguns anos, em 
torno dos 18 e 21 anos de idade, atingimos um ápice de exuberância e vigor juvenil. Depois disso este processo de
crescimento biológico e etérico vai desacelerando gradativamente, até que o sistema corporal físico e sutil e os corpos 
emocional, mental e causal (o veículo da alma) estejam totalmente formados, o que acontece por volta dos 28 anos. 
Portanto, os níveis de aprendizagem nos primeiros anos de vida são intensos, e aprendemos neste período habilidades 
definitivas, como andar, falar, ler, expressar emoções e sentimentos, pensar, raciocinar de maneira lógica, intuir,etc.
Podemos dizer que, nos primeiros anos de vida, a relação entre o Anjo e o Eu Básico é simbiótica e totalmente cooperativa;
enquanto isso o Eu Consciente, ou ego, vai gradativamente se desenvolvendo.
É geralmente durante esse período inicial que as crianças teem experiências com seus Anjos, ou companheiros invisíveis,
que, com o passar do tempo e com a formação do Eu Consciente, geralmente são esquecidos.
Não são poucos os relatos de crianças que passam por experiências em que são protegidas ou salvas, numa perfeita 
parceria entre o Eu Básico e o Anjo.
No corpo de uma criança, que ainda não tem um ego formado nem usa conscientemente o livre arbítrio, vivem o Eu Básico,
a Alma e o Anjo, que é nessa etapa da vida, o Eu Espiritual presente na esfera da consciência do Ser Total, uma vez que a 
Alma só pode começar a se expressar consciente e inteligentemente no mundo físico depois que um sentido de "si mesmo" encarna.
( Por Anna Lapin, do livro Conversando com nossos parceiros internos)


Um comentário:

Élys disse...

Um bom texto para se refletir.
Bom encontrá-la de volta.
Um abraço, Élys.

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