quarta-feira, 16 de novembro de 2011

A borboleta encantada.

Veio voando, suavemente...
Pousou na minha mão
na minha vida, esvoaçante
nada querendo,
apenas sorver o mel das flores.
Afinal, era só uma borboletinha
que mais poderia querer?
Veio de outras plagas,
voando por céus azuis, rosas, mesclados.
Estava cansadinha de tanto voar...
Um dia, avistou um jardim secreto
entrou, pousou nos camarões, nas rosas, nos hibiscos.
Que festa!  Quem moraria nessa casa onde havia tantas flores, e tanto mel para alimentá-la?
Pensou: "Poderei ficar aqui"? Não serei enxotada,
como em tantas outras? Poderei sorver todo esse néctar
que preciso para viver? E não pensou mais.
Simplesmente ficou e se tranformou "mutatis mutante" no amor.
E com suas, últimas asas se perpetuou numa outra borboleta
para ter companhia para não mais voar só.
E, ela nasceu e ficaram duas a voar, neste mesmo jardim, encantado que era. E nunca mais se separaram pois o Amor havia 
nascido num simples vôo que ela ousou dar!


Eda Carneiro da Rocha.

     

6 comentários:

Maria Luiza disse...

Ah! Mas que belezinha a sua escolha de publicar o poeminha tão rico e tão belo.Adorei! Bjbjbjbj!!

✿ chica disse...

Linda e cheia de amor, que todos gostamos! beijos,chica

Beta disse...

Ah que lindo! Que meigo! Adorei!

bj

Orvalho do Céu disse...

E nunca mais se separaram pois o Amor havia
nascido num simples vôo que ela ousou dar!

Olá, querida
O amor é dar um voo não rasante e romper barreiras do egoísmo...
Bjm de paz e ótimo fim de semana

Élys disse...

Uma página encantadora, cheia de ternura. Gostei muito!...
Beijos e bom fim de semana.

William Garibaldi disse...

Que lindo voo!
Sempre é necessário ousar... o melhor sempre vem!

Bjus!

William

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