quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Blogagem coletiva, morte!




Minha participação da blogagem coletiva,organizada por:



Nosso regresso


O que vou escrever aqui é algo bem particular, se você não entender ou discordar, não me leve a mal, pois esta é a maneira que encontrei de explicar pra eu mesma, a nossa passagem da vida para a morte.
Penso que, não se pode falar da morte sem falar da vida. Eu faço as seguintes comparações:
Nascimento passagem do útero para a vida terrena. Morte passagem da vida terrena para outra vida (eterna).
O nascimento, trás consequências desconhecidas para nós leigos. Quando a criança nasce chora, porque segundo alguns estudiosos dizem que a mesma dor que a mãe sente na hora do parto, a criança também sente.
Imaginem nove meses ela vai se desenvolvendo naquele pequeno espaço, o Espírito de Deus pairava sobre as águas, e o ser em formação apenas ouvindo a suave melodia dos anjos ali permanecia. E fez-se nove meses... cumpriu se o tempo...  não há mais espaço, ela tem que sair dali de qualquer maneira, as água como uma avalanche irrompe, levando- a junto, empurrando a para a vida. Que susto! Aquele pequenino ser com suas mãozinhas trêmulas, totalmente indefeso, chora, chora muito, quem sabe de frio, de medo, de dor.  Assim chegamos ao mundo, todos nós! Mas logo não lembramos mais deste tempo.
Nossa experiência é única particular. Não lembramos por duas razões, primeira, a vida é tão boa, tão fascinante que nos faz esquecer tudo que passamos. Segunda por ser um momento único estamos sós, na experiência, não podemos partilhar com ninguém nosso nascimento, sabemos como foi porque nossa mãe ou outra pessoa  nos contou.
Você e eu nascemos assim e assim será também na morte.  Cumprindo nossa etapa, então acontece o inverso. Estaremos sós, mesmo rodeados de pessoas, este momento é tão único, não podemos partilhar com ninguém. Por ser tão bom viver, ficamos muito apegados a vida, que não queremos partir.  Aqui entra a dor, deve ser uma dor tão profunda indescritível. É o momento de reflexão, o que fiz, o que deixei de fazer, arrependimentos etc... Passando este primeiro momento vem o segundo. Precisamos nos entregar, desligar se da vida, por vontade própria, é chegada a hora. Faça Senhor a tua vontade, então estou pronta para partir com alegria. E todos choram. (Aqueles que nos amam).
Somos partículas de Deus!
No momento da concepção, uma partícula de Deus se desprende, por sua vontade, por um tempo determinado, esta Partícula se faz vida e somos enviados a terra com o nosso nascimento. Quando termina este tempo, naquele momento de entrega, ficamos felizes, porque encontramos a nossa verdadeira natureza. Aquela Partícula de Luz, de Vida volta e se une ao Corpo de Deus. Ali permanecemos eternamente!
“Saí do Pai e vim ao mundo. Agora deixo o mundo e volto para junto do Pai”. (Jo. 16, 28) 
                                                                                                    Ieda.      




13 comentários:

Maria Luiza disse...

Que arraso! Acho que agora estou bem mais calma com essa "partícula de Deus" que você tão iluminada e com tanta sabedoria veio a nos esclarecer. Gostei demais, muito mesmo desse seu texto. Parabéns! Um grande abraço! Tenha certeza que voltarei para saboreá-lo mais calmamente.

Virginia Jesus Fassarella disse...

Esplendor da Criação. Como discordar de um sentimento seu? Lindo texto. Beijos.

Orvalho do Céu disse...

Querida Ieda
"...um ramo de jasmins todo orvalhado"...
(Amara)

Vc começou bem o seu dia fazendo uma leitura espiritual da morte, minha irmã... Muito bom!!!
EU VIM PARA QUE TODOS TENHAM VIDA E A TENHAM EM ABUNDÂNCIA...
O discípulo amado reverência o seu Mestre e Senhor...
Teremos vida pós morte sim... é certeza existencial para nós que cremos...
Seja muito feliz e abençoada!!!

"Simpatia são dois galhos
Banhados de bons orvalhos"...
(Ieda)
Um maravilhoso mês de setembro, repleto de gotículas de orvalho!!!
Bjm de coração a coração pra VC...

http://espiritual-idade.blogspot.com/

Gina disse...

Ieda,
Gostei muito do esquecimento quanto ao nascimento e não poder compartilhar sua própria experiência. Da mesma forma, a analogia que fez com a morte e partilha.
É isso que faz com que a blogagem fique enriquecida, com tantos relatos diferentes.
Obrigada e tenha um ótimo dia!

Adri disse...

Esplendor, que texto rico e cheio de sensibilidade! Independente de qualquer coisa, gostei muito da sua percepção tão singela desse momento da vida. Parabéns! Beijos :-)

Zilda Santiago disse...

Muito bom,verdadeiro e cheio de bom senso.Parabéns amiga.Bjsss
NASCER,VIVER,MORRER,RENASCER SEMPRE,TAL É A LEI!!!
BJSSSSS

Valéria disse...

Oi Ieda!
linda sua percepção de vida e morte!Diria que sua poesia nos faz mais confiantes em encontrarmos a verdadeira natureza. Lindo e profundo.
Beijos!

✿ chica disse...

Lindo texto e belíssima tua participação, falando fundo sobre o tema. beijos,chica

Lucinha disse...

Ieda,

A melhor forma de expressar um sentimento, é falar o que vem do coração.
Gostei demais de sua participação. Somos partículas de Deus. Amém!
Beijos

Socorro Melo disse...

Olá,Ieda!

Eu gostei demais da sua reflexão. Entendi e até concordo.
Já vi um livro sobre os transtornos do nascimento, e é nessa linha da sua interpretação. O nascimento é doloroso, deixa marcas, que só o tempo e o amor apagam. Não é fácil passar por este momento, por esta ruptura, mas, passamos e sobrevivemos...
Com a morte, imagino eu, não será diferente. Passaremos pelo momento doloroso da ruptura, mas, adentraremos numa vida plena...
Excelente participação!

Um abraço
Socorro Melo

RUTE disse...

Ieda,
sem dúvida que desde que nascemos ultrapassamos desafios sem fim, mas o maior de todos é a Morte a meu ver.

Pois é nela que nos separamos de tudo o que é material. O derradeiro desafio será vencer o sentimento de posse pela vida.
Extraordinário!
Gostei muito da sua maneira de entender a morte :)
Mil beijos além-mar,
Rute

Bel Rech disse...

Partícula de Deus!Me encantou a forma que colocaste tão simples e profundo...
Paz e bem

Denise disse...

Vc tem razão quando diz q tanto nascimento quanto morte são momentos onde estaremos sós, é uma experiência única. E está aí a beleza da vida. Muita paz!

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