sexta-feira, 22 de julho de 2011

Não somos máquinas.


Seres humanos não são máquinas de fios soltos ou válvulas queimadas,
que um cirurgião ideal pode tocar e consertar, ou ajustar, retirar ou reconectar. Somos organismos interativos, experienciais. Quando eu respondo ao que se passa com alguma pessoa, então alguma coisa se passa dentro dela.

É claro, alguma coisa também já está acontecendo antes que eu responda. Ela está magoada, ansiosa ou deprimida; ela perdeu seu próprio sentido; pode não estar sentindo coisa alguma; tudo pode estar soando insípido. 

Quando eu respondo (ou digamos, quando eu consigo responder, pois às vezes tento e falho durante semanas ou meses), então algo mais está, de repente, acontecendo; ela sente, realmente, alguma coisa, há um sentido surpreendente do próprio eu e ela sente: 

“Puxa talvez eu não esteja perdida...”

Eugene Gendlim

2 comentários:

(CARLOS - MENINO BEIJA - FLOR) disse...

Estaria perdida se se permitisse virar máquina, mas não permitiu. Beijos.

Élys disse...

Em várias circunstâncias da vida não devemos esquecer, que não,somos máquinas.
Beijos.

Voltar ao topo