segunda-feira, 2 de maio de 2011

Para uma nova ordem planetária. Final



Hoje somos mais de seis bilhões de habitantes...

Diante dessa situação, quais os remédios propostos por Barbara Ward?
(a) A limitação da natalidade. É certamente a solução mais evidente para os  problemas demográficos. Entretanto, ela não deixa de colocar outros problemas. Note-se a expansão demográfica diminui, precisamente, quando as condições de vida melhoram.
(b) A luta contra o desperdício e a população. É, por exemplo  cada vez mais urgente que se aprenda a fazer a reciclagem da água. Isso importa em muito trabalho e despesas, bem como em melhor organização da indústria.
(c) O respeito e o amor pelo homem. Cada um deve se convencer de que pode ser feliz com um padrão de vida modesto. Cada um precisa se convencer de que não haverá salvação para a humanidade sem uma divisão equitativa das riquezas.
(d) Novo conceito de Nação. Uma nova linguagem está se impondo: a da biosfera. O ar, a água, o solo, que nos dão a vida, não tem fronteiras. A interdependência planetária impõe limites inevitáveis a nossa concepção tradicional de nação estado soberano.
Assim sendo, somos convidados a lançar um novo olhar sobre os dois ambientes em que vive o homem: a natureza e a sociedade.
A natureza: ar,solo, água, vegetais, animais, o próprio homem são indissociavelmente ligados. O homem não tem mais o direito  de ser o tirano da natureza; mas deve ser apenas seu atento administrador. Seu sonho de poder ilimitado não  tem mais lugar; deve ser substituído por um relacionamento cheio de amor, por um esforço de cativar, como diria Saint –Exupéry. E lembremo-nos sempre de que um lago morto não pode mais ser ressuscitado, senão com muita dificuldade.
Quanto à sociedade, é necessário agora levar em consideração todos os homens da terra; levar em conta suas aspirações, direitos e deveres. E aí também, como no tocante à natureza, existem pontos sem retorno que não podem ser atingidos sob pena de catástrofe. Por exemplo, não se deve abusar da paciência dos oprimidos e necessitados, pois chega um momento em que assaltos e banditismo se tornam inelutáveis e incontroláveis.
E os cristãos, pergunta-se que contribuição podem trazer a esse mundo doente?
Para Barbara Ward, os cristãos tem enorme papel a desempenhar. Antes de mais nada, devem trazer de volta à construção do novo mundo o espírito das Bem aventuranças.
A euforia científica, a ambição econômica, a arrogância nacional devem ser substituídas, nos próximos decênios, por uma nova maneira de ser e viver, feita de sobriedade, modéstia, simplicidade e respeito à criação, a natureza e a nossos semelhantes. Essa atitude tem de ser para nós uma questão de vida ou morte. Não há escolha. Pois a forma de vida atual  dos povos ocidental conduz a um desastre iminente e inevitável. Urge uma mudança radical, uma nova civilização, ao mesmo tempo menos exigente materialmente e mais aberta ao coração e ao espírito. Onde encontrar, todavia, as bases dessa nova civilização? O mundo procura desesperadamente a solução. E a pede aos cristãos. Ora , precisamente, a pobreza evangélica, a humildade cristã, a terna compaixão, o exemplo do próprio Jesus que livremente  se despojou de suas prerrogativas divinas, tudo isto não é exatamente o que o mundo espera?
Barbara ward  não hesita em afirmar: a conscientização que está havendo hoje em todas as partes do mundo é infinitamente mais próxima de uma visão cristã autêntica, do que tudo aquilo  que a humanidade viveu nos últimos três séculos. Lembrando as palavras de São Paulo, tínhamos “submetido a criação à escravidão por causa  de nossa vaidade de homem, e a fizeram escrava da corrupção” (Rm 8, 20).  Hoje, precisamos aprender a dar um nome a cada criatura, quer dizer,  devemos respeitá-las, entrar em contato com elas, voltar a ser prudentes administradores da Bíblia, aqueles que irão reconstruir o universo.
Tudo isto, porem, só será realizado se ouvirmos com atenção os ensinamentos da Escritura. O de Isaías, por exemplo, que nos recomenda: “Reparte  teu pão com o que tem fome, não desprezes aquele que é tua própria carne” (Is 58,7).
Sã Paulo, por sua vez, pedia com insistência: “reine a igualdade, que o supérfluo de um supra a carência do outro” (2 Cor 8,15)...

Portanto amigos é hora de fazer a nossa parte,  pois o planeta não pode mais esperar. Que cada um se interrogue onde melhor agir e mãos a obra!

6 comentários:

Jeanne Geyer disse...

Não faz muito que comentei com meu filho que o mundo só tem salvação com união de todos, isto se quisermos um mundo melhor, com mais paz e saúde para todos.
Beijos

Beta disse...

Ótimo texto querida!! Disse tudo!!
bj

Bel Rech disse...

Como a Jeanne falou união de todos e muito amor ao próximo...Paz e bem

Weslley Almeida disse...

Gostoso o texto de ler; bem lúcido e sugestivo. Temos, sim, um enorme papel a desempenhar, de fato, e agora.
O ser humano tem que deixar de querer "dominar" a Natureza e passar a interagir com ela, como numa dança, conhecendo seus passos.

Élys disse...

Com a união de todos em uma verdadeira fraternidade, estaremos seguindo as belas palavras do Cristo:
"Amai-vos uns aos outros como Eu vos amo".
O Mestre deu a Solução.
Beijos.

ONG ALERTA disse...

O mundo saó as pessoas que vivem nele, paz, beijo Lisette.

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