quinta-feira, 28 de abril de 2011

Para uma nova ordem planetária. 1ª Parte.



Este tema foi desenvolvido em um curso de espiritualidade em 1979.  Como vemos a mais de trinta anos, o futuro de nosso planeta já era tema preocupante e discutido entre pessoas influentes. Vejamos o texto a seguir.

Os economistas conhecem muito bem Barbara Ward. Este é o seu nome de escritora. Seu verdadeiro título é Baronesa Jackson de Lordsworth, comendadora do Império Britânico (título conferido pele Rainha da Inglaterra). Inglesa, foi professora na universidade americana de Columbia. Entretanto, a opinião publica mundial a descobriu quando, em 1971, foi convidada pelo Santo Padre para participar, como membro da Comissão Pontifícia “Justiça e Paz” do Sínodo dos Bispos. Com esta qualificação, pode pronunciar para cento e cinquenta cardeais e bispos do mundo inteiro uma conferência em que convidava a igreja a agir como “profeta de uma ordem planetária”.
Sem dúvida, ela participou de outras grandes conferências internacionais, no qual ela escreveu, em colaboração com René Dubos, Nous n’avons qu’une terre (Temos apenas uma terra), onde expõe todo seu pensamento sobre a evolução do mundo.
Em 1976 redigiu um relatório básico do mesmo gênero, para a grande conferência das Nações Unidas sobre o habitat em Vancouver: Home of man ( Moradia do Homem) .
As ideias de Barbara Ward abrem um novo caminho. Ao mesmo tempo, firma os cristãos naquilo que constitui a mais essencial mensagem do Cristo e que é considerada hoje a mais atual e necessária. Assim ela abre nossos olhos para os verdadeiros problemas de nossa época: problemas do homem e do futuro da família humana.
Na opinião de todos os especialistas, há cerca de trinta anos, o grande problema mundial tem sido o da distribuição desigual das riquezas do planeta. No momento em que se começou a tomar consciência desse problema, a desproporção entre os países mais pobres e os mais ricos era cerca de um para trinta. Daqui a vinte anos, se as coisas continuarem como  estão, a diferença será de um para duzentos e cinquenta...
A esse problema já tão antigo vem juntar-se uma descoberta inteiramente nova. Uma verdadeira revolução está em marcha. É ela que aparece em destaque nas conferências internacionais. Uma nova fase histórica está se abrindo diante de nós. Somos chamados a mudar o olhar: diante dos problemas de envergadura planetária, temos que aprender a olhar o mundo com um olhar planetário.
Barbara Ward lembra o esforço mental despendido para se aceitar a “revolução copernicana”, para admitir o fato de que a  terra não é o centro do universo, e as  consequências daí decorrentes em seus múltiplos aspectos. Pois bem, é uma transformação semelhante que se vem processando na consciência do homem e no sentido que o homem tem do conjunto do sistema natural. Até o presente, o homem se via como o centro da terra. Hoje ele começa a perceber que seu lugar, nesta “única terra”, tão bela quanto vulnerável, é bem diferente.
Desde o renascimento, explica Barbara Ward, três ideias mestras dinamizaram a vida e os esforços do homem:


(1) A ciência. Acreditou-se que ela  pudesse explicar todas as coisas, sem limites, e submeter tudo ao poder do homem. O ideal era a dominação absoluta do mundo pelo homem por meio da ciência. O desenvolvimento científico não poderia senão proporcionar felicidade a toda humanidade.
(2) A economia. A produção de riquezas cada vez mais abundantes beneficiaria todos e, desse modo, venceria a pobreza. Assim era justificada uma espécie de avidez econômica. O objetivo  dominante era produzir sempre mais.
(3) O Estado. Pouco a pouco tinha se chegado à convicção de que a Nação-Estado é totalmente soberana, que é o elemento decisivo e autônomo onde se realiza o progresso de cada cidadão.
Isso justifica uma espécie de arrogância nacional e um grande egoísmo.
São estas três ideias que,  durante quatro séculos e em velocidade crescente, foram o motor da vida dos homens. Sem dúvida, a igreja não se sentia a vontade nesse clima. Conservava-se na defensiva diante de tal materialismo e ambição. Mas os cristãos participavam das ambiguidades de sua época.
Todavia estas três ideias estavam em vias de falência. E é esta mudança, a revolução que se processa aos nossos olhos.
A ciência: passou à margem dos ritmos profundos e dos equilíbrios sutis e complicados do cosmos. Manipulou-se a terra e muitas vezes perfurou-se o deserto. Só agora se percebeu que é necessário saber trabalhar com a natureza, que não se domina a terra como se domina um  escravo.  Agora a ciência precisa aprender a passar do Poder para o Amor, numa gestão e numa administração atentas em desembaraçar  pacientemente o que é delicado e frágil das engrenagens da natureza.
A economia: enfim se percebeu que a expansão econômica a qualquer preço não traz necessariamente proveito para todos. As ricos ficam mais ricos, os pobres ficam mais pobres;  é uma constatação desconcertante que os economista são forçados a fazer, e que desmente suas previsões otimistas. Isso é verdade em relação aos povos, e é verdade também para determinadas categorias de indivíduos no seio das nações ricas.
O Estado: o egoísmo das nações está também em falência. Percebe-se agora que as riquezas da terra não são inesgotáveis. Dia virá, e talvez não esteja distante, em que tal matéria prima, ou tal fonte de energia terá desaparecido. Quanto mais reduzidas se tornarem as provisões, mais vital será distribuí-las equitativamente, impedir seu desperdício etc. Mas que autoridade poderá assumir uma decisão dessas em plano mundial?
Outro problema também insolúvel, se for deixado na situação de “cada um por si”,  é o drama cada vez mais grave da demografia mundial. Dentro de alguns anos seremos mais de seis milhões... 

7 comentários:

Flor de Lótus disse...

Oi,Flor!Lendo esse texto me lembrou muito o livro conversnado com Deus 2 onde Ele fala sobre a preocupação que devemos ter com a Terra temos explorado ela ao máximo,mas esquecemos que ela precisa de tempo paraa se recuperar e não nos damos conta que as catastrofes que estão ocorrendo são por nossa culpa.
Beijosss

Paula Li disse...

Precisamos nos preocupar mesmo com o futuro do planeta, a humanidade parece que caminha para a auto-destruição.
Bjs e um ótimo final de semana

Nilce disse...

Somos donos de uma fortuna que ganhamos de presente, mas não sabemos administrá-la.
Um dia se acaba.

Bom final de semana!

Bjs no coração!

Nilce

(CARLOS - MENINO BEIJA - FLOR) disse...

Bem, o homem recebeu esse belo planeta, de águas límpidas e o foi estrgando. Dó que a natureza cobra a conta, e está cobrando. Concordo demais quando o texto diz... "cada um por si"... não vai levar ninguém a nada. Beijos

Cantinho She disse...

Beijo, beijo e tenha uma excelente semana!
Beijo, beijooo!
She

Poemar... na Primavera! ❥¸¸✿¸¸.☆¨✿¯`♥...♥❥ƸӜƷ ♥ disse...

Olá, amiga poetisa flor!!
Excelentereflexão sobre o nosso planetinha azul... ❤
Adoro "passear" no teu blog. É uma viagem fantástica de reflexão.
Beijos de LUZ!! ❤

Karla Mello ❤❤

✿ chica disse...

Isso é tão necessário, falta tanta conscientização,não?


um beijo ,linda semana,chica

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