quinta-feira, 28 de março de 2013

Jesus foi crucificado.



Jesus foi condenado por Pilatos e crucificado.

Em sua cruz como foi constatado, estavam  inscritas as palavras: Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus. O castigo que sofreu indica claramente que Jesus foi levado à morte por ofensa política, por afirmar ser Rei dos Judeus.
Segundo Lucas, Jesus era maltratado pelos soldados, que zombavam dele. “Se é o Rei dos judeus salve-se!”
Marcos e Mateus narram que o tratavam com sarcasmo: Deixe o Cristo, o Rei  de Israel, descer agora da cruz para que possamos ver e acreditar. Durante toda a paixão, Jesus foi chamado Rei dos judeus, o mesmo título pelo qual era tratado desde que chegou a Jerusalém. Entretanto, quando os sumos sacerdotes se dirigiam a Ele, não diziam Rei dos judeus, mas sim Rei de Israel. Qual o motivo para este título diferente? Deve ter havido alguma distinção genuína entre esses dois títulos. As pessoas que moravam na Judeia, eram chamadas “judeus” mas seus correligionários da Diáspora, fora da Judeia, eram chamados “Israelitas”. Diferenças teológicas envolviam essa terminologia. Assim, quando os sumos sacerdotes, temerosos de serem acusados de simpatizantes dos seguidores de Jesus, rebeldes contra os romanos e estabelecedores de uma Judeia independente, maltratavam Jesus, não se atreviam, nem por brincadeira, chamá-lo Rei dos judeus. A corte suprema religiosa não teve nada a ver com o julgamento de Jesus. Embora os primeiros três Evangelhos, mostrassem grande hostilidade em  relação aos fariseus, no julgamento de Jesus eles não estavam implicados. O apóstolo João, não mostra nenhuma aminosidade entre os fariseus. A hostilidade nesse Evangelho dirige-se a todos os judeus, tentando enfatizar o fato de que Jesus, embora sendo judeu de nascimento, não foi aceito por seu próprio povo.
E Jesus foi crucificado como Rei dos judeus.
...e Ele começou a ensiná-los que o Filho do Homem deve sofrer muitas coisas e ser rejeitado pelos anciãos, sumos sacerdotes e escribas,  ser morto e ressuscitar dentro de três dias. (Mc. 8,31) A hostilidade entre os judeus e a religião  cristã tinha se tornado muito intensa. Aqueles que rejeitavam o Evangelho mataram o Mestre, mas o procurador romano que mandou Jesus para a sua  execução estava convencido de sua inocência.
Segundo Mateus, quando Pilatos condena Jesus, ele lava as mãos como símbolo de sua inocência.
Quando a manhã chegou, os sumos sacerdotes e os anciãos do povo reuniram-se em conselho para que ele fosse condenado à morte. Isso indica somente que o sumo sacerdote, os anciãos e os membros da Corte Suprema política levaram Jesus a Pilatos para julgamento, que o levou a morte.
...Por conseguinte, observem que eu lhes mando profetas, sábios e escribas; alguns deles vocês matarão e crucificarão e alguns deles vocês castigarão em suas sinagogas. Mt.23,34
Segundo  o livro dos Atos dos Apóstolos, Pedro disse aos judeus: Quem vocês mandam para a corte? E a quem negam na presença de Pilatos que ele seja solto?
Paulo, em sua primeira Epístola aos habitantes de Corinto, fala da crucificação de Jesus como, o príncipe deste mundo, Com isso, Paulo queria dizer que as antigas autoridades (os romanos) eram responsáveis pela crucificação de Jesus.
Paulo não poderia acusar os judeus de matar Jesus, já que a crucificação não era uma forma judaica de execução. Pedro e Paulo acusaram os lideres dos judeus de mandarem Jesus para a corte de Pilatos.
Tácito, o historiador pagão, confirma o fato de Pilatos ter condenado Jesus à morte. Assim, provou-se que a crucificação de Jesus foi cometida por Pilatos, o procurador romano, e não pelos judeus...
Tudo o que aconteceu (traição, condenação, suplício, e morte na cruz) foi com o consentimento ou mesmo por  vontade livre de Jesus, para se cumprirem as Escrituras ou, melhor, para apressar seu cumprimento

“Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim.” (Jo 13, 1)

Tudo está consumado

2 comentários:

(CARLOS - MENINO BEIJA - FLOR) disse...

Olá. Gostei muito. Isso cabe até uma discussão maior. Pilatos ao lavar as mãos foi um covarde, um pseudo neutro, sendo que ele tinha poder de decisão. Por outro lado, precisava ouvir, politicamente correto, parte da multidão manipulada pedindo a morte de Jesus. Mas ainda culpo Pilatos, pois lavar as mãos quando se tem poder de decisão, sendo governador, é puro ato de covardia. O que ele fizesse estaria feito, a pequena multidão que gritava contra Jesus, voltaria pra casa acatando o que fosse decidido. Beijos

Vivi Oliveira disse...

Legal,passar no blog das amigas tb é uma aula de história,pra vc ver. Feliz Páscoa querida pra vc e toda sua família! Cheirinhos Vivi Oliveira.

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