quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Orvalho, chuva e ventania.



 Alguém que eu amo me pediu
Que eu falasse de orvalho de chuva e ventania
Expliquei que eu não escolho tema pra poesia
É o tema que me escolhe assim a revelia.

Não tenho controle do que ocorre então
Será que é isto que chamam de inspiração
Que chega de repente não deixando opção
Como se algo estivesse a guiar a nossa mão.

Mas se eu tenho que falar do orvalho matutino
Eu diria que o orvalho é puro pranto divino
Para encher de encanto os olhos humanos
Ante os diamantes refletindo o sol soberano.

 Se eu tenho que falar de chuva mansa no telhado
Eu diria que  a chuva é divina cantiga de ninar
Evocando infância, estórias, pipocas, aconchegos
Meu pai, minha mãe, na doce infância dos meus enlevos.

 Se eu tenho que falar do vento que assobia
Eu diria que o vento é soturna melodia
Como se a natureza bradasse de melancolia
Ou como se eu suspirasse por ele... de nostalgia!

Poesia de Fátima Irene Pinto.









Um comentário:

Chica disse...

Linda poesiae imagem!

um beijos,tudo de bom,chica e minha participação está no

sementesdiarias.com

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